Voltando ao tempo ...
Eu ali meio tia ,meio fotografa , me acostumando com o barulho estridente , lembrei que um dia fui jovem outros barulhos outros locais , mas o mesmo estereotipo pra chocar uma sociedade cheia de regras que teima caminhar em linha reta pra lugar nenhum.
E a juventude repete com mesmas cores e novos estilos com sua música meio caótica , onde gritos eufóricos e danças que mais pareciam átomos se chocando no universo , me lembravam como o jovem procura e se encontra , ali em seu refugio onde não é o silencio que promove a paz , onde a paz se encontra no mesmo caos que eles foram jogados da doce infância , e neste mundo de ninguém eles liberam suas ansiedades , E a alienação frenética . é o vazio necessário , para sobrevivência , em meio ao caos que se encontra no lado de cá .
Mas ali onde não existem problemas , nem regras , apenas extravasar , e se sentir único , me fez lembrar o quanto é bom ser jovem ,e ao mesmo tempo o quanto é difícil , deixar a doce infância , para se jogar , neste mundo adulto , tão sem nexo quanto nos parece suas danças
No meu tempo não era assim , porque ao invés de piercing usávamos brincos enormes , e ao invés de bandas o som eram em discos .
Ser jovem é um momento único é viver e ao mesmo tempo relutar pra nascer no novo ciclo... Faz parte , portanto vamos lembrar um pouco mais do que fomos um dia pra compreender melhor nossos jovens tão perdidos quanto nós ...
(reflexão depois de ir ver meu filho tocar , com sua banda , na arena)
Escrito por Fadinh@@ às 00h01
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